Revista Multimídia Ambiental

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Polêmica: Justiça cassa liminar que suspendia Leilão de Belo Monte

Por Myrian Conôr, em Castanhal/Pa

Manifestação contra a usina de Belo Monte em Brasília

A Justiça Federal cassou nesta sexta-feira uma liminar que suspendia a realização do leilão da usina de Belo Monte, o que fez com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmasse a realização do pregão na próxima terça-feira (20).

A liminar que suspendia o leilão havia sido concedida na quarta-feira, após uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal. O governo, no entanto, havia recorrido da decisão e acabou por obter uma vitória na Justiça.

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte está no centro de uma polêmica. Enquanto críticos apontam para o impacto ambiental e para uma suposta ineficiência no projeto, o governo encara a usina como prioritária e diz que ela aumentaria a oferta de energia em todo país.

A BBC Brasil preparou uma série de perguntas e respostas que explicam a questão.

O que é a Usina Hidrelétrica de Belo Monte?

Com projeto para ser instalada na região conhecida como Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, a Usina de Belo Monte deve ser a terceira maior do mundo em capacidade instalada, atrás apenas das usinas de Três Gargantas, na China, e da binacional Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

De acordo com o governo, a usina terá uma capacidade total instalada de 11.233 Megawatts (MW), mas com uma garantia assegurada de geração de 4.571 Megawatts (MW), em média.

O custo total da obra deve ser de R$ 19 bilhões, o que torna o empreendimento o segundo mais custoso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), atrás apenas do trem-bala entre São Paulo e Rio, orçado em R$ 34 bilhões.

A usina deve começar a operar em fevereiro de 2015, mas as obras devem ser finalizadas em 2019.

Qual a importância do projeto, segundo o governo?

Uma das grandes vantagens da usina de Belo Monte, de acordo com o governo, é o preço competitivo da energia produzida lá, que não poderá ultrapassar o custo de R$ 83 por Megawatt/hora (MWh).

Segundo o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, este custo representa pouco mais que a metade da produzida em uma usina termelétrica, por exemplo, com a vantagem de ser uma fonte de energia renovável.

Além disso, a construção de Belo Monte deve gerar 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos e deve ajudar a suprir a demanda por energia do Brasil nos próximos anos.

Quem são os grupos contrários à instalação de Belo Monte e o que eles argumentam?

Entre os grupos contrários à instalação de Belo Monte estão ambientalistas, membros da Igreja Católica, representantes de povos indígenas e ribeirinhos e analistas independentes.

Além disso, o Ministério Público Federal ajuizou uma série de ações contra a construção da usina, apontando supostas irregularidades.

Coordenador de um painel de especialistas críticos ao projeto, Francisco Hernandez, pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, afirma que a instalação de Belo Monte provocaria uma interrupção do rio Xingu em um trecho de cerca de 100 km, o que reduziria de maneira significativa a vazão do rio.

“Isso causará uma redução drástica da oferta de água dessa região imensa, onde estão povos ribeirinhos, pescadores, duas terras indígenas, e dois municípios”, diz Hernandez, que afirma que a instalação de Belo Monte também afetaria a fauna e a flora da região.

Além das questões ambientais, alguns críticos apontam que a usina de Belo Monte pode ser ineficiente em termos de produção de energia, devido às mudanças de vazão no rio Xingu ao longo do ano.

Segundo Francisco Hernandez, dependendo da estação do ano, a vazão do rio Xingu pode variar entre 800 metros cúbicos por segundo e 28 mil metros cúbicos por segundo, o que faria com que Belo Monte pudesse produzir apenas 39% da energia a que tem potencial por sua capacidade instalada.

Como o governo responde a essas críticas?

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Chega ao Brasil equipe da operação Antártica

Por Myrian Conôr, em Castanhal/Pa.

Rio de Janeiro – Depois de cinco meses em missão na Antártica, chegaram hoje (17) ao Rio de Janeiro os navios de Apoio Oceanográfico Ary Rongel e Polar Almirante Maximiniano.

A vigésima oitava edição da Operação Antártica (Operantar) levou 52 pesquisadores e 159 tripulantes militares à Estação Comandante Ferraz, para dar sequência ao Programa Antártico Brasileiro, que desenvolve pesquisas científicas em diversas áreas.

O projeto de estudo sobre o processo de recuo das geleiras chamou a atenção do comandante do navio polar Almirante Maximiniano, o capitão de mar e guerra Sérgio Ricardo Segovia.

De volta ao continente antártico depois de 16 anos, ele se disse surpreso com a quantidade de gelo que encontrou na região. Segundo ele, vários pesquisadores de outros países que trabalham ali relataram que os campos de gelo estavam bem maiores se comparados ao mesmo período de outros anos.

“Um pesquisador alemão me disse que nos 40 anos que ele faz pesquisas no continente, nunca havia visto tanto gelo como agora. Ele me explicou que o gráfico que mede o comportamento das geleiras tem picos para cima e para baixo e que na média há, sim, um aquecimento global, mas ano teve um dos verões mais frios dos últimos 40 anos”.

As outras áreas de pesquisas brasileiras são topografia; impactos das mudanças globais sobre a vegetação e as aves da região; mudanças causadas pela ação do homem no meio ambiente marinho antártico; gestão ambiental, educação e difusão da ciência; modelagem e dinâmica de massas de água nas regiões polares; solo marinho; e análise de dados oceanográficos e de microorganismos do continente.

Créditos:   http://agenciabrasil.ebc.com.br/

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