Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Saiba quais são os cinco países que mais usam energia renovável

Novas tecnologias de energia renovável seguem em marcha batida na conquista de seu espaço, e muitos países se beneficiam ainda de seu potencial hidroelétrico. O jornal Christian Science Monitor publicou um ranking dos cinco países que mais utilizam energia renovável, para o bem do planeta

1. Estados Unidos, 24.7% do total global

O aumento de fontes alternativas de energia nos Estados Unidos se deve cada vez mais a incentivos fiscais e de outra natureza nos âmbitos federal, estadual e municipal, assim como no cumprimento de metas obrigatórias. Os EUA estão significativamente atrás da China em intensidade de investimentos em renováveis. Os esforços para a adesão a tratados internacionais, ou a introdução de medidas de redução de emissões de longo prazo e grande escala enfrentam resistências entre os republicanos no Congresso e parte do setor privado que se beneficia da energia suja.

2. Alemanha, 11.7% do total mundial

A Alemanha tomou a medida controvertida de prometer desligar todos seus reatores nucleares até 2022, em favor de outras fontes. É o único país no bloco do G20 que projeta um declínio no investimento em energia limpa, em parte por ter sido um primeiro líder no setor, assim como pela concorrência com produtores asiáticos.

3. Espanha, 7.8% do total mundial

A Espanha importa a maior parte de sua energia, embora em abril a eólica tenha se tornado a maior fonte de geração de eletricidade no país. Os produtores espanhóis estão também construindo turbinas e instalando fazendas eólicas internacionalmente. O mercado de energia alternativa do país tem atraído muitos investimentos de uma década para cá, ainda que o governo tenha parado de subsidiar a produção por conta do precário estado da economia local.

4. China, 7.6% do total mundial

A China é o maior consumidor de energia e o segundo maior importador de petróleo (a partir de 2009). O país também é líder global em investimento no setor de energia limpa, com metade do dinheiro para a eólica.

5. Brasil, 5% do total mundial

Reconhecido por sua produção de biocombustíveis, o Brasil está também envolvido com o desenvolvimento de tecnologias como o aquecimento solar de água, e por relações com países fora de sua região, como a China. O país incentivou grandes investimentos no setor eólico através de leilões do governo, desde sua introdução em 2009. O Brasil busca mais desenvolvimento no setor e quer polir suas credenciais verdes através de apoio interno e atração de investimento estrangeiro em energia solar – além de ter se comprometido em usar energia solar em todos os 12 locais da próxima Copa do Mundo, em 2014.

Fonte: Planeta Sustentável

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Cases Sustentáveis: Uma solução saudável para o meio ambiente

Gagdets como tables já fazem parte da realidade de muita gente por aí. Não se tratam apenas de acessórios modernos ou da moda, mas deve-se considerar a sua funcionalidade e performance. Hoje em dia todo mundo quer e precisa de um.

Em tempos de discussão e conferências sobre questões como desenvolvimento sustentável e meio ambiente a gente se pergunta, como fazer pra aliar tecnologia e preservação da natureza?

Por ser um produto que não se utiliza de papel, já podemos pensar que estamos salvando algumas árvores e emissões de dióxido de carbono, pois a partir dele podemos ler jornais, ouvir músicas, ler revistas, ver filmes e segundo a própria Apple o produto possui componentes ecológicos, além de possuir a estrutura de PVC o que permite que possa ser reciclado mais tarde.

Não se trata apenas de estética, mas de eficiência transformar um iPad num gadget que preserve o meio ambiente. O repórter Adam Schwatz, do inhabitat pesquisou e achou 5 ótimas opções de cases de proteção para iPad que utilizam diversos materiais sustentáveis, inclusive bambu e courou reciclado.

Muito legal, não?

Capa protetora Vers:

A empresa Vers é pioneira na produção de acessórios eletrônicos com responsabilidade ambiental. São diversos produtos feitos a partir do bambu por ser um material renovável e durável, além de ter um visual muito bonito. Deixa um ar rústico ao aparelho. Um charme!

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Capa de couro preto Vegan

Esta capa é feita de couro reciclado. Foram usados restos de fabricação de utensílios como bolsas. Tem um belo design que lembra alta costura. Foi produzida por My Green Monkey Designs.

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Voltaic Spark

Este protótipo foi inspirado na criação da mochila com carregador solar. A case apresenta o sistema de placas fotovoltaicas, tem 8 watts de potência, o que lhe garante uma hora de energia para iPad a cada hora exposto em sol direto. O produto ainda não tem previsão de venda no Brasil. Poxa, eu não tenho um iPad, mas me deu vontade de ter um só pra poder usar uma case dessas! Ela é demais, cara!

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Substrata Case

Gente, me apaixonei pela case da substrata! Ela reúne como matérias-primas a madeira reciclada e reaproveitada. Tem uma estrutura grossa e protege o aparelho de fortes impactos. Além dessa preocupação com o meio ambiente e deixar seu aparelho chique, a empresa ainda investiu numa embalagem pra lá de sustentável. A cada $ 3,00 de cada compra, são doados a organizações de reflorestamento e ajuda humanitária em locais do mundo onde é obtida a matéria para a fabricação desse produto.

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O Econut

A Econut tem como matéria-prima o coco, uma árvore vasta no litoral brasileiro. Sendo assim, o produto não provoca danos ao meio ambiente e é biodegradável. As indústrias que se utilizam de madeira virgem para produzir seus produtos, provovam com um tempo a extinção da espécie. No caso desse produto, a inspiração foi justamente utilizar a fibra de coco em uma iniciativa que una beleza, sofisticação e aplicação lógica do conceito de sustentabilidade. Esta case é feita de materiais de coco, onde é transformada em uma tampa que combina cuidado com a natureza e deixar seu iPad mais eficiente, além devir com um teclado embutido para o iPad. O produto ainda não foi lançado.

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Para quem quiser ver um exemplo da Econut em plena usabilidade, é só conferir o vídeo que a Yanko Design disponibilizou no youtube! http://www.youtube.com/watch?v=Hf0O_ARnSkk&feature=player_embedded#!

Como a gente pode ver, o tema do momento é sustentabilidade. A gente deve ter em mente nosso papel como agentes de mudança de um mundo melhor, mais limpo, mais consciente. E o diferencial tá sempre nas pequenas ações. Economizar água, separar o lixo de casa, desligar sempre as luzes quando não estivermos usando. Bom, só depende da gente e hoje pensar e deixar algo de bom para as próximas gerações, para que eles também possam usufruir das coisas, da natureza assim como a gente curtiu. 

Fica a dica: 

Já que estamos em tempos de discussão sobre sustentabilidade, nada melhor que divulgar aqui sobre a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20 e algumas das atrações e personalidades que marcarão presença no evento. Presente na Praça da Sociobiodiversidade da Arena Socioambiental, o programa “Talentos do Brasil” reúne produtos sustentáveis produzidos artesanalmente em cooperativas de 12 estados. Acesse e saiba como os produtos são feitos! www.talentosdobrasil.com.br

Para maiores informações sobre a conferência Rio +20, fique de olho nos perfis oficiais do evento, pois toda a programação desse espaço de interação entre governo e sociedade será distribuído livremente através da internet e dos perfis oficiais. Tanto as programações culturais quanto debates e discussões serão amplamente divulgados incentivando a participação de todos. É importante acompanhar, sugerir e participar deste momento!

Vale apena Arena no Twitter (@ArenaRIO20) e noFacebook. Para as pesquisas via hashtags, está a #ArenaRIO20 que  vão aparecer no painel de LED que estará dentro do espaço, ou seja, você pode participar de onde estiver!! Não fique fora dessa!

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Governo brasileiro incentiva sociedade civil a debater sobre um novo modelo de economia e desenvolvimento na Rio+20

Arena Socioambiental servirá para reafirmar a posição do Brasil de que o desenvolvimento sustentável só é possível com inclusão, combate à pobreza, crescimento econômico e conservação ambiental

A Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro neste mês de junho, terá um espaço de diálogo do governo brasileiro com a sociedade civil. É a Arena Socioambiental, criada para apresentar ao mundo estratégias brasileiras bem-sucedidas de combate à pobreza e às desigualdades sociais no contexto do desenvolvimento sustentável.

Coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Arena Socioambiental servirá para o governo brasileiro reforçar a sua posição de que o desenvolvimento sustentável só é possível com inclusão social e combate à pobreza, articulando esse tema aos debates sobre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Montada nos pilotis e jardins do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, a Arena será palco de exposições, atividades culturais e feira de produtos da sociobiodiversidade brasileira, entre 16 e 22 deste mês. Também abrigará dois grandes debates por dia, com transmissão ao vivo e interativa pela internet. O acesso é livre.

A Arena terá a participação dos ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, da Saúde, Educação, Justiça, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, das Comunicações, da Previdência Social, Aquicultura e Pesca, Integração Nacional, da Secretaria-Geral da Presidência da República e das secretarias de Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Políticas para a Promoção da Igualdade Racial. Esses 14 órgãos levarão em sua agenda os temas de inclusão e desenvolvimento social no país. A Arena conta com dois principais patrocinadores, os Correios e o Banco da Amazônia (Basa).

A Arena Socioambiental terá os seguintes espaços: 

Arena Encontros Globais – Dois debates diários com transmissão ao vivo e interativa pela internet, nos quais nomes de destaque do governo, representantes da sociedade civil e convidados tratarão dos desafios do desenvolvimento sustentável. A Arena tem capacidade para 350 pessoas e haverá tradução simultânea português-inglês e interpretação em Libras.
Debates: Das 14h30 às 16h30 e das 17h30 às 19h30.

Palco #SonoroBrasil – Apresentações musicais diárias, realizadas no intervalo entre os debates da Arena Encontros Globais, e show de encerramento no dia 22 de junho. A seleção de atrações contempla tanto a diversidade cultural do Brasil quanto os temas da agenda socioambiental.

Shows: Das 16h30 às 17h30.
Atrações: Patubatê, Simone Sou, Marlui Miranda, Babilak Bah e Trem Tan Tan, Marcelo Yuka, Pampa Esquema Trio, Encantadeiras de Coco.
Encerramento: LIVE PA DJ MAM, das 19h30 às 20h30 do dia 22 de junho.

Exposição Portinari+Brasileir@s – Três momentos dedicados ao tema das políticas públicas: o primeiro apresenta histórias de transformação na vida de alguns brasileiros; o segundo promove a interação informativa em plataformas digitais; o terceiro homenageia a obra de Candido Portinari e estimula a reflexão social. Exposição com áudio-guia em português e inglês.
Aberta ao público das 11h às 20h.

Praça da Sociobiodiversidade – Vitrine de exposição e comercialização de produtos baseados no uso sustentável dos recursos da biodiversidade brasileira, feitos por povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Terá produtos da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Aberta ao público das 11h às 20h.

Café+20 – Espaço de convivência com venda de alimentos orgânicos e produtos da sociobiodiversidade e agricultura familiar (cafés, sucos, sorvetes, lanches etc). Aberto ao público das 9h às 20h.

Participe!

Facebook: Arena Socioambiental (http://www.facebook.com/ArenaRio20)

Twitter: @ArenaRio20

Instagram: arenasocioambiental 

Youtube: Arena Socioambiental 

Flickr: Arena Socioambiental (http://www.flickr.com/photos/arenasocioambiental/

Blog: www.arenasocioambiental.org

Email: arenasocioambiental@gmail.com

Publicado originalmente no Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Construção Sustentável

Por Vanessa Mendes Argenta

A chamada Arquitetura Sustentável não é um estilo arquitetônico em si, mas uma série de princípios que permeia o projeto e a execução dos edifícios.

Conforme um dos artigos anteriores do Arquitetura Verde, Arquitetura Sustentável é aquela que oferece um ambiente de boa qualidade ao usuário, com uso otimizado da energia e redução do impacto ambiental, devendo ser um sistema em equilíbrio, que produza poucos dejetos na sua construção e durante seu uso.

Prédios que são referência na construção sustentável

A Arquitetura Sustentável atualmente se apresenta em variadas linguagens, desde as mais simples às mais tecnológicas. Veremos alguns exemplos de prédios que são referência na construção sustentável.

Arquitetura Vernacular


Casa-folha, do Escritório Mareines+Patalano Arquitetura (mais / arquitetura vernacular )

Arquitetura Orgânica


Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, do arquiteto Renzo Piano ( mais )


Nautilus, do arquiteto Javier Senosiain ( mais )

Bioarquitetura


Instituto Baleia Jubarte, do Instituto Tibá ( mais )


Green School, construída na ilha de Bali, Indonésia ( mais )

Arquitetura Racionalista


Bedzed, do arquiteto Bill Dunster ( mais )

Arquitetura Crítica Tipológica


Centro da Cultura Judaica, do arquiteto Roberto Loeb ( mais )

Arquitetura High-tech

HSBC Hong Kong, do arquiteto Norman Foster ( mais )

Formas da luz


Berliner Bogen, do escritório BRT Arkitecten (mais )

Linguagem verde


Edificio Pergola, do arquiteto Bruno Stagno ( mais )


Edifício da Pioneer, do arquiteto Enrique Browne ( mais )

Inspirações

Como vimos, não há um padrão a ser seguido para uma arquitetura ser considerada sustentável: pode-se utilizar desde os materiais mais simples, como a terra existente no próprio terreno, até os mais modernos sistemas de automação.

O importante é aumentar a eficiência energética do edifício, usar materiais com certificação ambiental e, principalmente, atender os anseios dos usuários, proporcionando a eles mais qualidade de vida.

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Pirarucu de manejo sustentável será vendido em SP

O pirarucu (Arapaima gigas), peixe da bacia amazônica, pescado e salgado em Maraã (AM), será vendido a partir de abril em lojas do Extra e do Pão de Açúcar em São Paulo. Os pescadores da região seguem regras de manejo sustentável, para evitar que a espécie fique em risco.

O Governo do Amazonas e a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror-AM) fizeram uma parceria com o Grupo Pão de Açúcar, que se comprometeu a comprar e comercializar a produção de Marãa (AM), onde há uma indústria de salga. A primeira remessa, de cinco toneladas do chamado “bacalhau da Amazônia”, já foi adquirida pelo Pão de Açúcar. “Nós damos orientação para que eles possam oferecer um produto mais interessante para o consumo em São Paulo. Uma sugestão, por exemplo, foi fazer a salga com o peixe bem fresco”, diz Paulo Pompilio, do diretor de relações institucionais do grupo Pão de Açúcar.

Para estimular que os chefs paulistanos incluam o pirarucu salgados em suas receitas, o projeto também contou com o apoio do restaurante Dressing, do empresário João Paulo Diniz. Com ajuda do chef Felipe Schaedler, do restaurante Banzeiro, de Manaus, o chef do Dressing, Ednaldo Santana, está preparando um menu com o peixe de água doce e outros ingredientes amazônicos. “Vou fazer testes com diversos tipos de molhos para escolher um que combine com o sabor forte do pirarucu”, diz Santana.

Dos 700 pescadores da colônia Z32 de Maraã, 530 estão capacitados para fazer o manejo sustentável do pirarucu. Quem afirma é o líder da colônia, Luiz Gonzaga Medeiros de Matos. “Temos muitas regras para poder manejar o pirarucu. É preciso pagar vigias para evitar que pessoas de fora façam a pesca predatória do pirarucu, por exemplo. E temos que respeitar a época de pesca, restrita aos meses de outubro e novembro, com limitação de número de peixes pescados”, diz. O município de Marãa fica a mais de 600 quilômetros de Manaus, capital do Amazonas, e fica na reserva de desenvolvimento sustentável Mamirauá.

O pirarucu é um peixe predador de grande porte, que chega a três metros de comprimento e 250 quilos. Gonzaga explica que a pesca do pirarucu é feita com arpão, que é atirado contra o peixe quando ele sobe à superfície para respirar, e malhadeira (rede).

O projeto do pirarucu salgado também tem o apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que estimula a obtenção de renda por meio da produção sustentável de produtos locais. Segundo Virgílio Souza, superintendente geral da FAS, esse tipo de ação ajuda a evitar o desmatamento da Amazônia. “O desmatamento não pode ser o sustento dessa população”, diz.

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