Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Construção Sustentável

Por Vanessa Mendes Argenta

A chamada Arquitetura Sustentável não é um estilo arquitetônico em si, mas uma série de princípios que permeia o projeto e a execução dos edifícios.

Conforme um dos artigos anteriores do Arquitetura Verde, Arquitetura Sustentável é aquela que oferece um ambiente de boa qualidade ao usuário, com uso otimizado da energia e redução do impacto ambiental, devendo ser um sistema em equilíbrio, que produza poucos dejetos na sua construção e durante seu uso.

Prédios que são referência na construção sustentável

A Arquitetura Sustentável atualmente se apresenta em variadas linguagens, desde as mais simples às mais tecnológicas. Veremos alguns exemplos de prédios que são referência na construção sustentável.

Arquitetura Vernacular


Casa-folha, do Escritório Mareines+Patalano Arquitetura (mais / arquitetura vernacular )

Arquitetura Orgânica


Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, do arquiteto Renzo Piano ( mais )


Nautilus, do arquiteto Javier Senosiain ( mais )

Bioarquitetura


Instituto Baleia Jubarte, do Instituto Tibá ( mais )


Green School, construída na ilha de Bali, Indonésia ( mais )

Arquitetura Racionalista


Bedzed, do arquiteto Bill Dunster ( mais )

Arquitetura Crítica Tipológica


Centro da Cultura Judaica, do arquiteto Roberto Loeb ( mais )

Arquitetura High-tech

HSBC Hong Kong, do arquiteto Norman Foster ( mais )

Formas da luz


Berliner Bogen, do escritório BRT Arkitecten (mais )

Linguagem verde


Edificio Pergola, do arquiteto Bruno Stagno ( mais )


Edifício da Pioneer, do arquiteto Enrique Browne ( mais )

Inspirações

Como vimos, não há um padrão a ser seguido para uma arquitetura ser considerada sustentável: pode-se utilizar desde os materiais mais simples, como a terra existente no próprio terreno, até os mais modernos sistemas de automação.

O importante é aumentar a eficiência energética do edifício, usar materiais com certificação ambiental e, principalmente, atender os anseios dos usuários, proporcionando a eles mais qualidade de vida.

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Pirarucu de manejo sustentável será vendido em SP

O pirarucu (Arapaima gigas), peixe da bacia amazônica, pescado e salgado em Maraã (AM), será vendido a partir de abril em lojas do Extra e do Pão de Açúcar em São Paulo. Os pescadores da região seguem regras de manejo sustentável, para evitar que a espécie fique em risco.

O Governo do Amazonas e a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror-AM) fizeram uma parceria com o Grupo Pão de Açúcar, que se comprometeu a comprar e comercializar a produção de Marãa (AM), onde há uma indústria de salga. A primeira remessa, de cinco toneladas do chamado “bacalhau da Amazônia”, já foi adquirida pelo Pão de Açúcar. “Nós damos orientação para que eles possam oferecer um produto mais interessante para o consumo em São Paulo. Uma sugestão, por exemplo, foi fazer a salga com o peixe bem fresco”, diz Paulo Pompilio, do diretor de relações institucionais do grupo Pão de Açúcar.

Para estimular que os chefs paulistanos incluam o pirarucu salgados em suas receitas, o projeto também contou com o apoio do restaurante Dressing, do empresário João Paulo Diniz. Com ajuda do chef Felipe Schaedler, do restaurante Banzeiro, de Manaus, o chef do Dressing, Ednaldo Santana, está preparando um menu com o peixe de água doce e outros ingredientes amazônicos. “Vou fazer testes com diversos tipos de molhos para escolher um que combine com o sabor forte do pirarucu”, diz Santana.

Dos 700 pescadores da colônia Z32 de Maraã, 530 estão capacitados para fazer o manejo sustentável do pirarucu. Quem afirma é o líder da colônia, Luiz Gonzaga Medeiros de Matos. “Temos muitas regras para poder manejar o pirarucu. É preciso pagar vigias para evitar que pessoas de fora façam a pesca predatória do pirarucu, por exemplo. E temos que respeitar a época de pesca, restrita aos meses de outubro e novembro, com limitação de número de peixes pescados”, diz. O município de Marãa fica a mais de 600 quilômetros de Manaus, capital do Amazonas, e fica na reserva de desenvolvimento sustentável Mamirauá.

O pirarucu é um peixe predador de grande porte, que chega a três metros de comprimento e 250 quilos. Gonzaga explica que a pesca do pirarucu é feita com arpão, que é atirado contra o peixe quando ele sobe à superfície para respirar, e malhadeira (rede).

O projeto do pirarucu salgado também tem o apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que estimula a obtenção de renda por meio da produção sustentável de produtos locais. Segundo Virgílio Souza, superintendente geral da FAS, esse tipo de ação ajuda a evitar o desmatamento da Amazônia. “O desmatamento não pode ser o sustento dessa população”, diz.

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Cresce a estrada, some a floresta

Os dados estatísticos sobre a (falta de) execução do Plano Br-163 Sustentável, formulados pelo GTA (Grupo de Trabalho Amazônico) com base em informações do governo, mostram um cenário de descaso por parte do governo com as populações e o meio ambiente local. Mesmo minguados, nem assim eles não traduzem a real situação que movimentos sociais, indígenas, extrativistas e trabalhadores rurais vivem na prática.

A reportagem d’O Estado de SP, presente em evento que reuniu lideranças comunitárias a bordo do navio Rainbow Warrior do Greenpeace, em Santarém, constatou a indignação dos convidados com a falta de governança na região de influência da rodovia.

Enquanto o Plano, criado para reduzir os impactos da obra, teve apenas 43% de suas ações cumpridas seis anos após sua implantação, o desmatamento na região cresceu muito, tendo a estrada como um dos maiores vetores. A obra, por outro lado, chegou a 50% dos 978 km prometidos no trecho entre Santarém (PA) e Guarantã do Norte (MT).

Cerca de 60 pessoas dos movimentos sociais avaliaram o relatório do GTA e elaboraram uma carta-manifesto que será enviada à Casa Civil. Além de ter tido pouco resultado, o grupo mostra que, com o asfaltamento, vem crescendo a pressão sobre a mata. Nesses seis anos, o desmatamento no local aumentou cerca de 6 mil km².

Rubens Gomes, diretor do GTA, alerta também para o roubo de madeira nas unidades de conservação. “Temos notícia que o montante chega a 100 m³/ano retirado da Floresta Nacional de Trairão. Não é pequena operação”, afirma.

A reportagem d’O Estado também realizou um sobrevoo em um avião do Greenpeace na região da BR-163 entre Santarém e Moraes de Almeida, ao sul no Pará, para visualizar a situação. Segundo o jornal, é possível ver no entorno plantações de soja que ilham a floresta, e poucos pedaços preservados em algumas unidades de conservação. Estradas de terra denunciam a extração ilegal de madeira, e pastos degradados com gado pressionam a vegetação natural.

Procurada pelo veículo, a Casa Civil informou, por meio de nota, que “a BR-163 continua sendo área prioritária para o governo e, por isso, estamos intensificando e acelerando os trabalhos em um esforço conjunto com os ministérios setoriais”.

O Estado está a bordo do navio Rainbow Warrior a convite do Greenpeace, para acompanhar algumas das atividades da expedição que vai da Amazônia ao Rio de Janeiro, passando pela costa brasileira.

Fonte: GreenPeaceBR

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Há 3 dias em greve, trabalhadores denunciam sindicato e mortes nas obras de Belo Monte

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Os operários da Usina Hidrelétrica Belo Monte continuam em greve por melhores condições de trabalho. As paralisações, que começaram na quarta-feira, 28, em apenas um canteiro, atingem neste sabado, 31, todas as unidades da obra. Segundo contagem dos trabalhadores, ao menos 80% dos 7 mil operários – novo número oficial informado pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) – já aderiram a greve por melhores condições de trabalho. A morte de um operador de motosserra esta semana também teria contribuído para que se iniciasse o movimento grevista.

Na manhã deste sábado foi feito um bloqueio na estrada que dá acesso aos sítios. Apenas os ônibus que fazem o translado dos trabalhadores foram retidos.

Estamos conscientizando os companheiros sobre o que está acontecendo aos poucos”, conta Fábio Kanan, armador do canteiro de obras Canais e Diques. “A gente explica que não existe baixada de seis meses em nenhum lugar, que não dá pra receber só mil reais por mês. O problema é que o sindicato não está do nosso lado, estamos isolados”, explica. Por conta disso, os trabalhadores lançaram, hoje, um abaixo-assinado para que o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav), ligado à Força Sindical, não seja mais a entidade representativa da categoria.

Sindicato
Na quinta, 30, o sindicato tentou realizar uma reunião em praça pública com os trabalhadores, mas houve tumulto. “O presidente do sindicato disse que quem quer fazer greve é vagabundo, baderneiro”, relataram. Os trabalhadores também acusam o sindicato de não acompanhar e cobrar o cumprimento das pautas o acordo coletivo firmado no final do ano passado, e de não tentar reverter as demissões ocorridas nas greves anteriores.

Os trabalhadores temem pela estabilidade de seus empregos. “Nós fomos ameaçados de demissão. Os encarregados disseram que, se a gente fizesse greve, seríamos demitidos. Como já aconteceu“. Durante a greve, havia diversos funcionários de “farda azul” (cor do uniforme das chefias) filmando e fotografando ostensivamente os operários. Segundo os trabalhadores, o RH da empresa esteve reunido pela manhã, checando as fotografias e vídeos registrados durante as manifestações, para identificar as lideranças do movimento.

Pauta
Segundo o documento redigido à mão pelos grevistas, as reivindicações são: equiparação salarial, redução do intervalo da baixada (visita à família, quando são de outras regiões) de seis para três meses, melhores na comida e água, o fim do desvio de função, baixada para ajudantes de produção (cargo mais baixo na hierarquia da obra), capacitação para funcionários, plano de saúde, aumento do cartão alimentação (hoje, em cerca de 90 reais), aumento de salário, pagamento de horas extras aos sábados, transporte digno, a “troca” do sindicato representativo e o direito à baixada para os trabalhadores que decidirem, por conta própria, morar fora dos canteiros de obras. No final do documento, uma observação: “não atendendo as reivindicações, mantém-se a paralização”.

Segurança
 A morte de um trabalhador na última semana também levou a questionamentos mais fortes sobre as condições de segurança nos canteiros de obra. De acordo com os operários, os problemas são graves e a morte do operador de motossera não foi um fato isolado. “Ja ocorreram outras mortes nas obras e ninguém ficou sabendo”, denuncia um dos trabalhadores do canteiro Belo Monte. “Eles [a empresa] mandam o corpo pra família, porque eles moram fora, e ninguém fica sabendo de nada. Eles abafam. Mas não conseguiram abafar agora porque o peão era de Altamira”.

Texto: Ruy Sposati
Fotos: Pierre André Le Leuch e Ruy Sposati

Fonte: Xingu Vivo

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