Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Começam as obras no primeiro canteiro da Hidrelétrica de Belo Monte

O consórcio construtor da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (CCBM) já começou a instalar o primeiro canteiro de obras no Rio Xingu, no Pará.  Como estava previsto, o consórcio aguardava apenas a abertura da primeira janela hidrológica, que é o período com menor incidência de chuvas na região, para começar a obra (Agencia Brasil, 02/07/2011).Como neste ano o período chuvoso foi um pouco mais extenso, as primeiras movimentações de equipamentos e operários começaram no dia 23 de junho.

Apesar de antecipada à Agência Brasil pelo próprio consórcio, a informação do início das obras de Belo Monte só foi divulgada formalmente no final da tarde de ontem (1º).

De acordo com o consórcio, a instalação do primeiro canteiro avança em ritmo intenso, com máquinas pesadas e trabalhadores atuando no Sítio Belo Monte, localizado no município de Vitória do Xingu, a aproximadamente 50 quilômetros (km) de Altamira (PA), próximo à Rodovia Transamazônica.

As primeiras ações têm priorizado o desmatamento e a terraplenagem do terreno, próximo ao trecho do Rio Xingu onde serão inataladas as 18 turbinas geradoras da usina.  Também serão construídos escritórios, ambulatórios médicos, almoxarifado, oficinas mecânica e de carpintaria, rampas para lavagem de caminhões e máquinas pesadas, refeitório e uma cozinha industrial capaz de preparar mil refeições por dia.

Também estão sendo montados 18 alojamentos climatizados, cada um capaz de abrigar 32 trabalhadores, até que as primeiras construções definitivas sejam construídas.  A previsão do CCBM é que os equipamentos mais pesados cheguem ao cais da região já na próxima semana.

Segundo o consórcio, máquinas como tratores de esteira e motoniveladoras só começarão a ser utilizadas na obra após testadas e aprovadas por técnicos, que analisam a eficiência operacional dos equipamentos e, principalmente, se atendem às exigências ambientais relativas à emissão de gases poluentes.

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Avaaz se junta à campanha contra Belo Monte

O Avaaz, uma das maiores redes sociais para mobilização global através da internet, se juntou ao Movimento Xingu Vivo para Sempre na defesa do rio e lançou uma nova campanha de assinaturas contra a hidrelétrica de Belo Monte.Esta campanha se somará à petição do Movimento, disponível no nosso site, para demonstrar ao governo brasileiro que milhares de brasileiros se opõe ao projeto.

Em seu abaixo assinado, o Avaaz alerta que “Belo Monte seria maior que o Canal do Panamá, inundando pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies — tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.

A pressão sobre a Presidente Dilma está aumentando: o Presidente do IBAMA acabou de renunciar, se recusando a emitir a licença ambiental de Belo Monte e expondo a pressão política para levar este projeto devastador adiante. Especialistas, lideranças indígenas e a sociedade civil concordam que Belo Monte é um desastre ambiental no coração da Amazônia.

As obras poderão começar logo. Vamos aumentar a pressão para Dilma parar Belo Monte! Assine a petição, antes que as escavadeiras comecem a trabalhar — ela será entregue em Brasília”

Para assinar, clique em https://secure.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?cl=913600897&v=8189, e ajude a divulgar!

Portal Xingu Vivo

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Brasil sediará maior evento mundial sobre desenvolvimento sustentável

Ideia é definir um modelo internacional com base na preservação do meio ambiente.

A Conferência Rio+20, que ocorrerá na área do Porto do Rio de Janeiro de 28 de maio a 6 de junho de 2012, é um dos principais temas das conversas que a presidente Dilma Rousseff vem mantendo com autoridades estrangeiras.

A maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde deverá definir um novo padrão para o setor. Mais de 100 presidentes da República e primeiros-ministros estarão presentes.

A Rio+20 ocorrerá duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio 92. A ideia é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do meio ambiente, mas com foco na melhoria da qualidade de vida a partir da erradicação da pobreza, por meio de programas sociais, a economia verde e o desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.

Vários países se mobilizam em debates paralelos a menos de um ano da conferência. Em Nova York, no próximo dia 25, haverá uma discussão de alto nível sobre o assunto. Na Indonésia, ainda este mês, o tema é o desenvolvimento sustentável, enquanto em setembro os alemães querem debater a responsabilidade social das cidades no contexto do desenvolvimento sustentável.

De acordo com o embaixador, cerca de 45 mil pessoas deverão estar envolvidas nas discussões e na organização da cúpula. A conferência conta com o apoio e o comando da ONU (Organização das Nações Unidas). O secretário-geral do evento é o diplomata chinês Sha Zukang. A presidente da conferência é Dilma Rousseff.

As autoridades brasileiras e estrangeiras concluíram que é necessário ampliar os esforços em nível mundial, pois hoje não há uma definição universal sobre economia verde nem foram estabelecidos os instrumentos, aceitos de forma global, para o desenvolvimento sustentável.

Ex-presidentes

Os ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney (PMDB-AP) deverão participar de debates que integram a Conferência Rio+20, no período de 4 a 6 de junho de 2012, no Porto do Rio, a exemplo do que ocorreu em março, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil.

No almoço oferecido a Obama, no Palácio Itamaraty em Brasília, todos os ex-presidentes foram convidados. O ex-presidente Itamar Franco (1992-1994), que morreu no último dia 2, também compareceu e elogiou a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff de convidar seus antecessores para o almoço. Todos se sentaram à mesma mesa – Fernando Henrique, Collor, Sarney e Itamar. Lula não esteve presente.

Créditos:

Portal R7

Agência Brasil.

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Fontes renováveis para um ambiente mais sadio

Após ficar marginalizada durante décadas, a indústria da energia renováveldo Japão agora salta para primeiro plano, com a nação enfrentando as consequências do acidente na central nuclear de Fukushima. “Finalmente, público, governo e indústria nos consideram seriamente como solução viável para as necessidades energéticas do Japão”, disse Akira Taniguchi, porta-voz da Companhia de Energia Ohisama, localizada na cidade de Iida, na Prefeitura de Nagano. “Esperamos que a atenção atraia o tão esperado apoio oficial para as energias alternativas”, acrescentou.

Esta empresa de energia solar trabalhou vários anos na área das energias renováveis em Iida, cidade de 3.800 residências, mediante o lançamento em 2004 do Fundo Comunitário, que financia paineis solares. O Fundo instalou paineis em quase 4% das moradias da cidade, mais do que a média nacional, que gira em torno de 1% em comunidades pequenas. O programa inclui a compra de energia extra gerada entre as residências do Fundo para sua redistribuição.

Excluindo as fontes hidrelétricas, as energias renováveis representam menos de 2% da indústria da eletricidade no Japão, em comparação com 30% da energia nuclear. O país construiu 54 reatores com base em uma política nacional que considerava a energia atômica crucial para o crescimento econômico. Contudo, tudo isto muda com a devastação sofrida pelos reatores nucleares de Fukushima depois do terremoto seguido de tsunami, no dia 11 de março, no nordeste do país.

Em um contexto de rápida redução do apoio público à energia nuclear, o primeiro-ministro, Naoto Kan, disse que desenvolverá uma sociedade que economize energia, aumentando em 20% o uso de fontes renováveis (solar, eólica, biomassa, hidrelétrica) até 2020. Essa política foi elogiada como pilar dos planos de recuperação para as devastadas áreas afetadas nessa região.

Outro passo importante adotado por Kan é liberalizar o mercado para a eletricidade, cimentando o caminho para aqueles que incursionam na área e enfraquecendo o controle de grandes e ricas companhias de serviços públicos que promovem uma energia nuclear fortemente subsidiada pelo governo. As medidas são drásticas em um país onde a energia atômica era praticamente indispensável.

Especialistas em questões ambientais se colocam contra a reação pública à atual campanha que vive o país para conservar eletricidade, após o fechamento das usinas nucleares. As fábricas lidam com uma produção menor e, por fim, com uma queda nos ganhos, além de uma frequência menor de trens para os que viajam de uma parte a outra do país. A isto se soma o fato de Tóquio estar mais escura, atualmente iluminada com neon.

“Não se ouvia falar de escassez de eletricidade até o acidente de Fukushima, e esta nova experiência está atemorizando o público, o que pode levar à aprovação da energia nuclear”, destacou Hisayo Takada, especialista em energia do Greenpeace Japão. Takada disse à IPS que quem é favorável à energia renovável deve trabalhar duramente para mostrar ao público que essas fontes são muito mais seguras e amigáveis com o meio ambiente. Segundo ela, no país há muitos exemplos que apoiam esse ponto de vista.

Um deles é o programa de Certificados de Eletricidade Verde, criado em 2001 pela Companhia de Energia Natural do Japão. Este sistema, o primeiro de sua classe no país, permite que os consumidores comprem paineis solares ou energia a partir da neve pagando uma tarifa adicional pelo certificado. A empresa, integrada por engenheiros, especialistas em energias alternativas e organizações de consumidores, tem um único objetivo: tornar mais amigável com o meio ambiente a energia usada nas residências.

Hirano Matsubara, empregado da empresa, disse que apoia o plano de Kan de abrir o mercado energético a novos candidatos que ofereçam uma variedade de fontes energéticas. “Agora existe a oportunidade de convencer o público de que já não deve apoiar passivamente poderosas empresas de energia nuclear. Há a opção de contribuir com um futuro mais verde para si mesmos, tomando sua própria decisão sobre que tipo de energia deseja comprar”, disse à IPS.

Os ambientalistas realizam uma agressiva campanha para informar a população, ao mesmo tempo em que dão especial atenção à atração empresarial da energia renovável quando entrarem em vigor novas regulações de liberalização.

O engenheiro Tadashi Nemoto é um exemplo. Este cientista, especialista em biotecnologia, construiu em 2000 o que descreve como uma “casa independente” que simboliza um sistema onde os consumidores podem escolher sua fonte de energia doméstica. “A decisão de me transformar em dono de minha própria energia instalando fontes renováveis foi um desejo que tinha há muito tempo. Este é o futuro para o Japão”, afirmou.

Nemoto possui paineis solares que fornecem calefação no inverno sem implicar nenhum custo com eletricidade. O investimento inicial foi de US$ 30 mil, mas como quase não tem de pagar conta de luz, não se arrepende de nada do ponto de vista financeiro. Para ele, “a lição deixada por Fukushima é a de ver a energia não apenas economicamente, mas como um meio de contribuir para um meio ambiente mais seguro para o futuro”.  Envolverde/IPS

(IPS)

Fonte: Mercado Ético

 

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Sheila Juruna é homenageada em Belém

Cerca de quinhentos ativistas, índios, sindicalistas, lideranças estudantis e do movimento popular contrários à construção de barragens na Amazônia, liderados pela índia, Sheila Yakarepi Juruna, da etnia Juruna, de Vitória do Xingu, região de Altamira (740 km de Belém), concentraram-se logo cedo, na praça do Relógio, centro histórico de Belém, onde a guerreira do Xingu, como esta sendo chamada Sheila, fez um primeiro discurso.

– Estou aqui, mais uma vez, conclamando a sociedade paraense para denunciar esse grande monstro – chamado Belo Monte – que estão tentando implementar em nossa região de qualquer modo, disse a Juruna.

Em seguida, todos saíram em marcha rumo à (ALEPA) Assembleia Legislativa do Pará, onde Sheila Juruna foi agraciada com a medalha de Honra ao Mérito concedida por solicitação do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), antes, na frente do poder legislativo estadual, foi realizado um ato político contra à construção da hidrelétrica de Belo Monte.

– Nós, povos indígenas do médio Xingu, não aceitamos que o governo federal venha destruir a nossa casa. O rio Xingu é nossa casa. É a nossa vida, por isso, estamos denunciando todas essas formas injustas com que o esse governo vem tentando implementar empreendimentos não só no rio Xingu, mas em toda Amazônia brasileira, denunciou Sheila.

Segundo, Sheila Juruna, o governo federal com a desculpa de dizer que a geração de energia elétrica, através hidrelétrica desenvolve e que esse tipo de geração de energia não prejudica o meio ambiente é falsa, pois destrói sim a vida das populações locais e exigiu respeito do governo federal.

– Queremos o mínimo de respeito aos nossos direitos que são constitucionalmente garantidos. Cadê o governo federal que deveria sim defender o nosso povo, Cadê? Cadê? disse ela, em tom de protesto.

E disse ainda que se não fosse os povos da floresta e da cidade se organizarem e irem à luta, o rio Xingu já estaria morto, junto com todos que dependem dele para sobreviver.

– Por isso, agradeço mais uma vez aos movimentos sociais, pois só seremos vencedores se estivermos de fato, unidos, porque essa causa é de todos nós. Não à Belo Monte é uma questão de honra para todos nós, disse.

Índios Tembés, lideranças estudantis e Sheila Juruna
Para Sheila Juruna, o governo federal deve parar as obras de construção de Belo Monte, pois a forma autoritária do governo só vem mostrar seu lado perverso e opressor.

– Esse governo é opressor! Esse governo é ditador! O governo da presidenta Dilma Rousself é autoritário e não respeita os direitos dos índios e dos povos da Amazônia, mas nós existimos e vamos derrotar esse governo, pois o poder está com o povo. Não à Belo Monte, não a construção de barragens na Amazônia. Não à Belo Monte e Xingu vivo para sempre! Amazônia viva para sempre! Todos os rios da Amazônia livres para sempre!, disse Sheila, emocionada.

E encerrou dizendo que é uma honra estar aqui representando os povos do Xingu! Os povos que estão resistindo porque nós como povos que somos lá na nossa terra, estamos sendo massacrados, estamos sendo desrespeitados, tendo os nossos direitos sendo violados. Belo Monte não vai gerar a energia que eles estão dizendo por aí. Nós não fomos consultados e eu desminto qualquer pessoa ou membro do governo ou qualquer autoridade que venha dizer o contrário. Nos não fomos consultados e vamos resistir diante desse processo. Amazônia livre! Xingu livre! Planeta livre para sempre!

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