Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Ação desvenda 14 madeireiras fantasmas ou de fachada no nordeste do Pará

Segundo Ibama, 9 só exisitiam no papel e 5 tinham galpões vazios.
Empresas foram multadas em cerca de R$ 2,7 mi pelo órgão.

peração do Ibama realizada desde meados de novembro no nordeste do Pará identificou até agora 14 empresas envolvidas em fraudes sobre a comercialização de madeira retirada da floresta amazônica.

Segundo o órgão ambiental, 9 empresas eram fantasmas e só existiam no papel, e 5 eram de fachada, com galpões vazios e sem sinal de armazenamento do produto. A ação ocorreu entre os municípios de Ulianópolis e Dom Eliseu.

As madeireiras clandestinas emitiam documentos florestais para esquentar madeira com origem irregular, de acordo com o Ibama. As empresas foram multadas em cerca de R$ 2,7 milhões pelo órgão e foram bloqueadas no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais, o que as impede de negociar novos volumes de madeira amazônica.

Fonte: Globo Amazônia

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Desmatamento avança entre cidades em que atuava irmã Dorothy no PA

Grilagem tem apoio de pistoleiros em área onde missionária foi morta.
Entre 200 famílias na região, 40 são investigadas por desmatarem.

Quase 6 anos após o assassinato de Dorothy Stang, pouca coisa mudou no assentamento coordenado pela missionária no sudoeste do Pará. A floresta continua sendo devastada e os agricultores ainda vivem ameaçados por pistoleiros.

A floresta nativa desaparece em meio à devastação. Em clareiras na mata há várias pilhas de troncos e máquinas são escondidas sob galhos. O desmatamento aumenta sobretudo entre Pacajá e Anapu, onde Dorothy Stang foi assassinada quando defendia a floresta e os colonos da ação de grileiros.
Lavradores que moram no assentamento dizem que estão sendo ameaçados. “Eles entram pelo fundo dos seus lotes, tiram a madeira e você não tem direito de dizer que não pode tirar porque ele diz assim: ‘eu vim aqui não é para brincadeira’”, diz uma trabalhadora.

Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), cerca de 200 famílias vivem hoje na região, das quais 40 são investigadas por suspeita de envolvimento na devastação. “É um grupo de pessoas bem organizadas que estão tirando madeira do assentamento, não são pobres colonos sem dinheiro que estão tirando madeira. Na verdade, estão tirando mesmo, de forma deliberada, financiado por madeireiras”, diz Antônio Ferreira, coordenador do Incra em Anapu.

Em uma área do assentamento, de mata fechada, os fiscais do Ibama constataram a extração ilegal de madeira. No local, foi derrubado esse Angelim de mais de 30 metros de altura. É madeira nobre, de alto valor no mercado. E no meio da floresta, dá para ver que as toras já estavam sendo beneficiadas em uma espécie de serraria.

“Vamos fazer o embargo da área, essa área não vai mais poder ser explorada e vamos monitorar as áreas e vamos informar ao Incra. O assentado, com esse tipo de atitude, pode vir a sair do projeto de reforma agrária,” conta a analista ambiental Gracicleide Braga, do Ibama.

A Comissão Pastoral da Terra diz que as primeiras denúncias de retirada ilegal de madeira foram feitas há quase um ano e que até hoje o clima é de insegurança na região. “Tem algumas pessoas que têm até medo de sair de casa, porque, quando os madeireiros passam, eles passam escoltados geralmente por pistoleiros, e essas pessoas estão lá indefesas. O povo quer sobreviver. Do jeito que está, não dá”, diz Padre Amaro Lopes de Souza, da Comissão Pastoral da Terra de Altamira.

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Experiência no Rio Negro simula o vazamento de 800 mil litros de óleo

Em vez de combustível, empresa usou 3 ton de pipoca de milho.
Ação faz parte de plano da Petrobras para conter possíveis acidentes.

Uma experiência realizada entre quarta-feira (1º) e sexta-feira (3) simulou o vazamento de 800 mil litros de óleo no leito do Rio Negro, nos arredores de Manaus, Amazonas. Em vez de combustível, o experimento despejou no rio 3 toneladas de pipoca de milho, preparadas sem a adição do óleo. O objetivo era avaliar os riscos do encalhe de uma balsa transportadora do combustível.

A simulação faz parte do Plano de Contingência da Petrobras e ocorreu em frente à refinaria Isaac Sabbá, localizada no Rio Negro. O plano prevê processos de reação no caso de um acidente real por meio de um vazamento.

A experiência usou 2 mil metros de barreiras de contenção, além de 5 recolhedores de óleo, para testar sua eficiência.

Segundo os organizadores, a pipoca foi usada porque tem boa flutuação e tende a ficar agrupada quando lançada na água, assumindo formato semelhante ao de uma mancha de óleo.

 

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Pedido de desculpas

Olá queridos leitores! Quanto tempo hein? Devido a quantidade de atribuições nos últimos tempos, não tivemos como atualizar a revista ambiental RKM 2010 com a frequência merecida. Pedimos desculpas pela ausência e prometemos seguir adiante com esse projeto.

Obrigado à todos pela compreensão!

Vamos em frente que o meio ambiente não pode esperar!

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