Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Filme mostra vida em cidades fronteiriças cercadas pela floresta amazônica

Diretora brasileira morou na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Documentário destaca cotidiano de personagens urbanos.

A cineasta brasileira Maya Da-Rin morou durante dois meses na cidade colombiana de Letícia, em 2005. A experiência representou o início da produção de um documentário que destaca o lado urbano da região, localizada em uma área na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, e rodeada de floresta amazônica. O filme estreou nesta semana em São Paulo e está em cartaz no Rio de Janeiro desde o dia 17.

Dirigido por Maya, “Terras” apresenta o cotidiano de personagens urbanos que vivem entre Letícia, na Colômbia, Tabatinga, sua cidade “gêmea” em território brasileiro, e o vilarejo de Santa Rosa, no Peru. A proposta é mostrar como vive a população nesses locais em que a linha de fronteira entre os países se torna, em muitas situações, simplesmente simbólica.

O período em que Maya viveu em Letícia lhe rendeu contatos depois utilizados na produção do documentário. A cineasta conseguiu reunir histórias como a de Manoel, que transporta mercadorias entre o Brasil e o Peru em seu barco. Ela também entrevistou, por exemplo, taxistas que se deslocam todos os dias entre Letícia e Tabatinga.

O documentário destaca as relações estreitas entre as cidades “gêmeas” do Brasil e da Colômbia. Com vínculos econômicos e culturais, Letícia e Tabatinga são conectadas por uma única via, que se chama Avenida da Amizade em território brasileiro e Avenida Internacional, na Colômbia. O vilarejo de Santa Rosa, já no Peru, fica a poucos minutos de barco da região.
O filme já foi exibido em diversos festivais de cinema no Brasil e no exterior, entre eles a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Fonte: Globo Amazônia

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Mudança climática pode reduzir PIB do Brasil em 2,3% em 2050, diz Ipea

Norte e Nordeste são apontadas como as regiões mais vulneráveis.
Recuo mínimo do produto interno foi estimado em 0,5% até meio do século.

A mudança do clima prevista para as próximas décadas deve se refletir no cenário econômico do Brasil no período, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O instituto lançou nesta quarta-feira (22) a quarta edição do Boletim Regional, Urbano e Ambiental, que chama a atenção para a possibilidade de redução do PIB brasileiro entre 0,5% e 2,3% no ano de 2050 por causa de alterações no comportamento do clima.

O artigo que trata dos impactos do clima sobre a economia, intitulado ‘Economia da mudança do clima no Brasil’, se baseia na projeção do PIB brasileiro, para 2050, entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões. Se as perdas fossem antecipadas para o valor presente, com taxa de desconto de 1% ao ano, ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.

O estudo ressalta que, com ou sem mudança do clima, a economia do país sempre crescerá mais, caso sejam feitas escolhas por trajetórias consideradas mais limpas. Esta opção envolve o estímulo aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL).

“A atenção do país deve estar voltada para a redução das emissões de CO2. No entanto, estas medidas devem ser vistas como uma janela de oportunidades”, afirmou o pesquisador do Ipea, Gustavo Luedemann, ao se referir ao desenvolvimento sustentável, do ponto de vista ambiental do parque industrial brasileiro, e às possibilidades de ganhos de créditos de carbono.

De acordo com o boletim do Ipea, a pobreza deve aumentar devido à mudança do clima, mas de forma quase desprezível. É esperada uma perda média anual para o cidadão brasileiro entre R$ 534 e R$ 1.603, em 2050.

As regiões Norte e Nordeste do Brasil são apontadas como as mais vulneráveis à mudança do clima. Em relação à região Amazônica, a elevação da temperatura poderá ser de 7°C a 8°C em 2100, o que é avaliado como uma ‘alteração radical’ da floresta amazônica.

No Nordeste, as chuvas tenderiam a diminuir em até 2,5 milímetros por dia até 2100. De acordo com o levantamento, esta mudança causará perdas agrícolas em todos os estados da região, reduzindo em 25% a capacidade de pastoreio de bovinos de corte.

A mudança do clima deve causar ainda impactos sobre algumas bacias hidrográficas, com a diminuição brusca das vazões nas próximas décadas. ‘Tal diminuição pode gerar uma perda de confiabilidade no sistema de geração de energia hidrelétrica, com redução de 31,5% a 29,3% da energia firme’, esclarece.

Como solução, é apontada a necessidade de ações nos setores de transportes, habitação, agricultura e indústria. As principais recomendações para inibir a contribuição do Brasil sobre efeitos provocados pela mudança climática são o controle do desmatamento e o investimento em opções de eficiência energética renovável.

FONTE: Globo Amazônia

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A floresta Amazônica sob o olhar de Marina Silva

Militante do PV e líder socioambienta brasileiral, a candidata Marina Silva pontua como primordial em seu plano de governo a ética, a valorização dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.

Em entrevista, Marina defendeu a importância da floresta Amazônica e o cuidado que se deve ter diante da extensão e da biodiversidade local e ela está pronta para enfrentar os desafios que irá enfrentar para continuar em defesa à Floresta.

Marina afirma que a proteção do Meio Ambiente não é um entrave ao desenvolvimento e destacou que o rigor no licenciamento evita atrasos em obras importantes devido a problemas na Justiça. De acordo com ela, entre 2002 e 2008, quando esteve no ministério, o número de licenças ambientais concedidas por ano dobrou. “Por fazer bem-feito, as pessoas começaram a reclamar. A vantagem é que não iam para a Justiça”, destacou.

Para a candidata verde, é preciso mudar o modelo de ocupação da floresta amazônica, a fim de serem evitados erros que estão levando à destruição do cerrado e da caatinga. Marina Silva acredita que a Amazônia representa um cenário único para um novo caminho de desenvolvimento, que significa também a redução nas emissões de carbono e preservação da floresta e biodiversidade. “Sem os índios e sem a floresta, perdemos a vantagem competitiva da região”, afirmou a candidata.

Ela se posicionou contra a reconstrução do trecho não consolidado da BR-319, entre Manaus e Porto Velho, apesar de conhecer o apoio que a obra recebe dos políticos do Amazonas. O governo federal recupera a rodovia, mas as obras em um trecho de 400 quilômetros ainda aguardam o licenciamento ambiental. Para a ex-ministra a hidrovia do Rio Madeira e a BR-163 (entre Cuiabá e Santarém) tornam a BR-319 é desnecessária.

“Podemos recuperar os trechos já consolidados. Mas no trecho não consolidado, há um alto impacto ambiental. Como não vai haver atividade econômica, a recuperação não se justifica apenas para pessoas passearem de carro. É melhor subsidiar passagem de avião”, propôs a senadora. Ela colocou em dúvida os interesses de quem defende a recuperação da BR-319 e comparou a recuperação da rodovia ao processo de o licenciamento da BR-163, entre Cuiabá (MT) e Santarém (PA).

Quando Marina Silva chegou ao ministério, havia pressão para que a estrada fosse asfaltada. As obras foram suspensas, enquanto era elaborado um plano sustentável para o entorno. Mas no fim, as obras não foram para frente. “Mesmo com a licença, a BR-163 não entrou como prioridade do PAC, a construtora desistiu e os governos pararam de pressionar”, recorda. “Foram 18 milhões de hectares de Áreas de Preservação ao Longo da rodovia, áreas indígenas… Será que por isto, perderam o interesse pela estrada?”, questionou Marina.

Código Florestal

A candidata criticou o relatório apresentado por Aldo Rebelo (PC do B) sobre o Código Florestal. “Estão querendo mudar o teste, em vez de passar por ele”, declarou. “Este relatório é um dos piores retrocessos na legislação brasileira, principalmente para as florestas. Ele revoga o artigo primeiro, que diz que florestas são bens sociais. Estão dizendo que as florestas não são bens de todos, mas só de alguns”, lamentou.

Para ela, o Código precisa incorporar a Constituição de 1988, a Lei de Gestão de Florestas e a Lei de Crimes Ambientais. A proposta apresentada por Aldo Rebelo não atende a economia de Carbono do século XXI, na visão da senadora, que espera uma nova proposta de alteração da lei a ser apresentada pelo governo federal.

Ela foi questionada sobre a proposta de construção de um porto próximo ao Encontro das Águas, em Manaus. “O Estudo de Impacto Ambiental deveria ter apresentado alternativas. O porto é importante, não significa que tenha que ser construído em detrimento de populações que estão ali”, declarou.

A senadora se declarou uma candidata programática, em contraponto ao que chamou de alianças pragmáticas lideradas por PT e PSDB. Uma aliança como com base em programa de governo, segundo Marina Silva, só pode ser feita por ela, pois os dois partidos se tornaram reféns do fisiologismo do DEM e do PMDB. “É preciso uma política de longo prazo para o curto prazo dos partidos, no lugar de uma política de curto prazo para o longo prazo dos partidos”, discursou.

Ela lembrou do esforço para aprovar a Lei de Concessão de Florestas Públicas, implantada quando era ministra. Lembrou também das críticas que recebeu do geógrafo Aziz Ab’Saber, mas manteve a postura em favor da idéia. “O Capital político não deve ser usado apenas para aumentar o capital político, mas para investir no que realmente possa fazer diferença”, declarou. Ela propôs avanços no projeto. “O Serviço Florestal Brasileiro deveria ser para a economia da floresta o que a Embrapa é para a agricultura”, defendeu.

E não deixou de criticar os adversários: “Querem nos convencer que precisamos só de bons gerentes. Mas precisamos é de visão estratégica. Um grande estrategista consegue bons gerentes”. E finalizou: “Os Estados Unidos tiveram que escolher entre um negro e uma mulher. Nós temos a chance de escolher uma mulher negra, que nasceu no Norte”.

Fontes:

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Como fazer um minhocário caseiro?

Como fazer um minhocário doméstico

Você vai precisar de:

  • Três caixas em cor escura, tipo container, que possam ser empilhadas sem o apoio das tampas e uma tampa;
  • Torneirinha de bebedouro;
  • Uma furadeira com broca de 4 ou 5 milímetros (ou outra técnica para fazer furos em plástico)
  • Minhocas (para saber mais sobre as espécies de minhocas leia Espécies de minhocas: diferenças básicas);
  • Substrato (inicialmente um saco de 20Kg);
  • Jornal sem cor ou serragem;
  • Restos de comida.

Como fazer um minhocário doméstico – versão 2.0

Você vai precisar de:

  • Três caixas em cor escura, tipo container, que possam ser empilhadas sem o apoio das tampas e uma tampa;
  • Torneirinha de bebedouro;
  • Uma furadeira com broca de 4 ou 5 milímetros (ou outra técnica para fazer furos em plástico)
  • Minhocas (para saber mais sobre as espécies de minhocas leia Espécies de minhocas: diferenças básicas);
  • Substrato (inicialmente um saco de 20Kg);
  • Jornal sem cor ou serragem;
  • Restos de comida.

Fonte: http://www.maiscommenos.net

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Hoje é dia da Amazônia!

No dia 5 de setembro é comemorado o dia da Amazônia. Este importante bioma abriga um número enorme de plantas e animais existentes no planeta e a maior parte dessas espécies sequer foi estudada pelos cientistas. O bioma é tão extenso que se fosse um país, seria o sétimo maior do mundo.

A Amazônia é necessária para o mundo inteiro, mas está ameaçada. As atividades humanas interferem cada vez mais na região. As forças de mercado, a pressão populacional e o avanço da infra-estrutura causam impactos em grandes áreas da floresta.

Hoje devemos comemorar a existência da floresta amazônica e reconhecer a importância dela para a vida.

Fonte: WWF Brasil.

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