Revista Multimídia Ambiental

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Imazon detecta 161 km² de desmatamento em dois meses na Amazônia

em 27/06/2010

Por Myrian Conôr, em Castanhal Pa.

Área equivale a mais de cem vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Ainda assim, em comparação a abril e maio de 2009, houve redução.

Levantamento divulgado neste domingo (27) pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que faz um monitoramento independente do desmatamento, aponta que em abril e maio de 2010 foram devastados 161 km² de floresta amazônica – o equivalente a mais de cem vezes a área do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Foi registrada a destruição de 65 km² de floresta em abril e de 96km² em maio. Houve uma redução em comparação ao mesmos meses em 2009 (47% em abril e 39% em maio).

O Imazon destaca que a área real pode ser maior por causa da cobertura de nuvens que atrapalha a visibilidade dos satélites. Foi possível monitorar 45% da região em abril e 50% em maio. Foram detectados ainda 16 km² de degradação florestal (destruição parcial da mata) em abril e 48 km² em maio.

Em abril de 2010, o desmatamento ocorreu principalmente em Mato Grosso (59%), seguido do Pará (23%) e Rondônia (10%). O restante ocorreu no Amazonas (6%) e Acre (2%). Em maio, a maior parte da devastação aconteceu  no Amazonas (33%) seguido de Mato Grosso (26%), Rondônia (22%), Pará (17%) e Acre (2%).

O instituto destaca que, em abril, a devastação se concentrou na região central de Mato Grosso e ao longo da rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá) entre os municípios de Altamira (Distrito de Castelo dos Sonhos) e Novo Progresso.

Em maio, o desmatamento aconteceu mais no sudeste do Amazonas, nos municípios do entorno da BR-364 ao norte de Rondônia e na região central de Mato Grosso.

A maioria do desmatamento em abril -73% – aconteceu em áreas privadas ou de posse. O restante foi registrado em assentamentos de reforma agrária (15%), terras indígenas (7%) e unidades de conservação (5%). Em maio, a maioria – 62% – do desmatamento aconteceu em áreas privadas ou de posse, contra 24% em assentamentos de reforma agrária e 14% em unidades de conservação.

Fonte: Globo Amazônia


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