Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Pesquisa revela preocupação mundial com efeitos do aquecimento global

em 26/06/2010

Por Myrian Conôr, em Castanhal Pa.

Pessoas em todo o mundo se sentem ameçadas pelas mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, cresce o número dos que não expressam preocupação alguma. Cobertura da mídia sobre o aquecimento mundial é tema do Fórum Global de Mídia, realizado em Bonn, na Alemanha.

A percepção de que as mudanças climáticas representam uma ameaça ao planeta continua elevada entre a população mundial, segundo um estudo divulgado pela Deutsche Welle e pela empresa de pesquisas de mercado Synovate nesta segunda-feira (21/06), em Bonn, durante a abertura do fórum de debates Global Media Forum (GMF).

Nas três pesquisas já realizadas – em 2007, 2008 e 2009 – o percentual de pessoas que se disseram “muito preocupadas” com as mudanças climáticas se manteve estável: 30% em 2010 e 2008 e 29% em 2007.

Outras 39% demonstraram “alguma preocupação” na pesquisa de 2010, o que indica que a ampla maioria da população global (69%, de acordo com o levantamento) está em menor ou maior grau preocupada com os efeitos que o aquecimento do planeta trará.

Ao mesmo tempo cresceu o número de pessoas que disseram não ter preocupação alguma com as consequências do aquecimento global, por considerá-lo parte de um ciclo natural de acontecimentos. Elas representavam 4% na pesquisa de 2008 e são 9% na consulta de 2010.

Veja a reportagem na íntegra acessando http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5719466,00.html

Créditos ASCOM Deustch Welle


One response to “Pesquisa revela preocupação mundial com efeitos do aquecimento global

  1. O que os capixabas pensam sobre Mudanças Climáticas?

    De modo a conhecer o perfil de percepção ambiental da sociedade frente à problemática (causas, efeitos, prós e contras) das Mudanças Climáticas, tendo como base a Região da Grande Vitória, ES – municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica – o Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA (grupo sem fins lucrativos), desenvolveu uma pesquisa (35 aspectos abordados) com 960 pessoas (+ – 3% de erro e 95% de intervalo de confiança), com o apoio da Brasitália.

    Metade dos entrevistados foi de pessoas com formação católica e, os demais, evangélica. Apesar de a amostra ter sido constituída dessa forma o objetivo da pesquisa não visa individualizar os resultados da pesquisa para cada segmento religioso em questão.

    Os entrevistados admitem ler regularmente jornais e revistas (48,1%), assistem TV (58,3%), não participam de Audiências Públicas convocadas pelos órgãos normativos de controle ambiental (88,9%), bem como de atividades ligadas ao Meio Ambiente junto às comunidades (não – 43,2% / não, mas gostaria – 39,7%), apresentam um reduzido conhecimento das ONGs ambientalistas (4,9%), não acessam (72,8%) sites ligados à temática ambiental (19,1% não tem acesso a computador), além de indicarem o baixo desempenho das lideranças comunitárias no trato das questões ambientais (29,2% / sendo que 40,0% admitem não conhecer as lideranças de suas comunidades), e admitem interesse por temas ligados à temática ambiental (42,3% / 44,2% apenas às vezes).

    Admitem conhecer termos (não verificada a profundidade do conhecimento assumido) como biodiversidade (63,6%), Metano (51,7%), Efeito Estufa (81,3%), Mudanças Climáticas (84,7%), Crédito de Carbono (26,0%), Chuva Ácida (57,8%), Agenda 21 (16,5%), Gás Carbônico (60,9%), Clorofuorcarbonos (36,6%), Aquecimento Global (85,4%), bicombustíveis (74,1%), Camada de Ozônio (74,3%) e Desenvolvimento Sustentável (69,5%), com 70,0% do grupo relacionando às atividades humanas às Mudanças Climáticas e que a mídia divulga muito pouco os temas relacionados ao meio ambiente (44,2%), apesar da importância do tema.

    A ação do Poder Público em relação ao meio ambiente é considerada fraca (48,2%) ou muito fraca (30,2%), os assuntos ligados à temática ambiental são pouco discutidos no âmbito das famílias (60,1% / 15,5% admitem nunca serem discutidos), enquanto a adoção da prática da Coleta Seletiva só será adotada pela sociedade se for através de uma obrigação legal (34,3%) e que espontaneamente apenas 35,7% adotariam o sistema. Indicam que os mais consumos de água são o “abastecimento público” (30,3%), seguido das “indústrias” (22,9%) e só depois a “agricultura” (10,7%), percepção inversa a realidade.

    Em análises em andamento, os resultados da pesquisa serão correlacionados com variáveis como “idade”, “gênero”, “nível de instrução”, “nível salarial”, “município de origem”, entre outras, contexto que irá enriquecer muito a consolidação final dos resultados, aspectos de grande importância para os gestores públicos e privados que poderão, tendo como base uma pesquisa pioneira no ES, definir ações preventivas e corretivas voltadas ao processo de aprimoramento da conscientização ambiental da sociedade.

    É importante explicitar que, com o apoio do NEPA, está pesquisa já está sendo iniciada em outras capitais. O grupo está aberto a realizar parcerias de modo a assegurar, progressivamente, o conhecimento do perfil nacional da sociedade em relação à temática das Mudanças Climáticas. Não há como ignorar, se é que ainda não se deu a plena atenção a este fato, a importância da participação consciente da sociedade nas discussões que envolvem este importante tema.

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.

    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

    roosevelt@ebrnet.com.br

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