Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Receio do impacto social une apoiadores e críticos da usina de Belo Monte no Pará.

em 23/03/2010

por Karla Costa em Belém do Pará.                               

A menos de um mês para o leilão que decidirá a empresa que vai executar a obra, o receio dos possíveis impactos sociais e ambientais une no Pará defensores e críticos da hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu.  A cidade-sede do empreendimento será o município paraense de Altamira, o maior do Brasil em área, com 160 mil km2, território equivalente a mais de cem vezes o da cidade de São Paulo.

Além de Altamira, a hidrelétrica ocupará parte da área de outros quatro municípios: Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira tem a maior população dentre essas cidades, com 98 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes. A região discute há mais de 30 anos os prós e contras da instalação da hidrelétrica no Rio Xingu e teve a certeza de que o início da obra se aproximava após a concessão em fevereiro, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), da licença para início da construção.

Na semana passada, o governo marcou a data para o leilão (20 de abril), que decidirá qual empresa ou grupo de empresas será responsável pela hidrelétrica e, consequentemente, por dar assistência aos moradores locais, uma vez que a licença do Ibama tem dezenas de condicionantes que devem ser cumpridas pela vencedora do leilão.

Belo Monte será a segunda maior usina do Brasil, atrás apenas de ITAIPU, e custará pelo menos R$ 19 bilhões, segundo o governo federal. Trata-se da segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Enquanto a prefeitura e o empresariado locais creem em desenvolvimento com a obra e apoiam a construção da hidrelétrica, movimentos sociais, Igreja e Ministério Público criticam a usina.

Todos, porém, se dizem preocupados com a perspectiva de aumento populacional nas cidades, o que prejudicaria as políticas públicas. A previsão é de que a obra gere cerca de 100 mil vagas de trabalho e, com isso, certamente haverá uma migração para a região em busca de oportunidades, apontam as entidades de Altamira.  E você é a favor ou contra? Dê sua opnião.

http://g1.globo.com/

A menos de um mês para o leilão que decidirá a empresa que vai executar a obra, o receio dos possíveis impactos sociais e ambientais une no Pará defensores e críticos da hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu.

Vista do rio Xingu a partir do município de Altamira (PA) (Foto: Mariana Oliveira / G1)

A cidade-sede do empreendimento será o município paraense de Altamira, o maior do Brasil em área, com 160 mil km2, território equivalente a mais de cem vezes o da cidade de São Paulo.

O G1 está em Altamira e publicará nesta semana uma série de reportagens sobre o tema.

Além de Altamira, a hidrelétrica ocupará parte da área de outros quatro municípios: Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira tem a maior população dentre essas cidades, com 98 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.

A região discute há mais de 30 anos os prós e contras da instalação da hidrelétrica no Rio Xingu e teve a certeza de que o início da obra se aproximava após a concessão em fevereiro, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), da licença para início da construção.
Na semana passada, o governo marcou a data para o leilão (20 de abril), que decidirá qual empresa ou grupo de empresas será responsável pela hidrelétrica e, consequentemente, por dar assistência aos moradores locais, uma vez que a licença do Ibama tem dezenas de condicionantes que devem ser cumpridas pela vencedora do leilão.


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