Revista Multimídia Ambiental

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Algas causaram morte de peixes na lagoa Rodrigo de Freitas após período de chuvas

em 12/03/2010

por Myrian Conor, em Castanhal/PA

Após 15 dias de mistério, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, revelou nesta sexta-feira (12) a causa da mortandade de 86,8 toneladas de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. O motivo foi a proliferação da alga “chrysochromulina”, responsável pela liberação de uma toxina que afeta apenas os peixes.

Segundo a secretária, a proliferação repentina da alga aconteceu devido à grande quantidade de chuva que atingiu o Rio, no final do mês de fevereiro. A mortandade dos peixes aconteceu no último dia 26.

Marilene Ramos ressaltou que, no dia 25 de fevereiro, a chuva atingiu o patamar de 45 mililitros de água, no Jardim Botânico, bairro vizinho à Lagoa.

“Foi de fato o que suspeitávamos. O laudo do Museu Nacional assinado por biólogos indica que foi um tipo de alga o motivo. Essa proliferação aconteceu após um período de chuva quando o corpo hídrico fica mais doce”, explicou a secretária, que descartou a hipótese de que o esgoto lançado na Lagoa tenha prejudicado os peixes. Para ela, esse problema já foi resolvido pela Cedae. “Se fosse tudo floresta em volta, a Lagoa também receberia esses nutrientes”.

O laudo do Museu Nacional indica apenas o gênero da alga. De acordo com a secretaria, ainda estão sendo feito estudos para descobrir a espécie.

Tubos subterâneos seriam a solução
A secretária afirmou que já existe um projeto em licitação que prevê a construção de tubos subterrâneos no Canal do Jardim Alah, no Leblon, na Zona Sul. O objetivo é aumentar a troca hídrica entre a água da Lagoa e a do mar. No projeto, orçado em R$ 40 milhões, estão envolvidos o grupo EBX, o estado e a prefeitura do Rio.
Marilene explicou que uma das vantagens desse projeto é que o canal do Jardim de Alah não desapareceria.

Os tubos subterrâneos funcionariam da seguinte forma: quando a maré estiver alta e o nível da Lagoa estiver baixo, as comportas serão abertas e vice-versa. De acordo o presidente do Instituo Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, esse sistema consegue renovar 50% da água em um mês.

MP estabelece prazos
Na quinta-feira (11), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro se reuniu com diversos órgãos públicos para debater o assunto. O Inea comprometeu-se a apresentar, em 30 dias, o cronograma físico para o monitoramento automático e contínuo da Lagoa. A Rio Águas apresentará, em dez dias, o cronograma para o início do processo de dragagem.
O maior problema atualmente, de acordo com especialistas, é a renovação das águas da Lagoa pelo canal do Jardim de Alah, pois o nível de é baixo. Segundo estudos apresentados ao MP, em 60 dias houve apenas dez horas de troca das águas.
Fonte: www.g1.globo.com


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