Revista Multimídia Ambiental

Pensando em um mundo melhor.

Um Cavalo de Tróia chamado Belo Monte.

por Rony Ricardo, em Belém do Pará

Exemplos infelizes como a construção das usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), as últimas construídas na Amazônia, nas décadas de 1970 e 1980, estão aí de prova. Desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terra e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, significou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. O desastre foi tal que, em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), depois de analisar a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente. Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos. Diante desse quadro, em relação à Belo Monte, é preciso questionar a forma anti-democrática como o projeto vinha sendo conduzido, a relação custo-benefício da obra, o destino da energia a ser produzida e a inexistência de uma política energética para o país que privilegie energias alternativas.

Essas questões continuam a ser repisadas pelos movimentos sociais que atuam na região, como por exemplo, o Movimento Xingu Vivo para Sempre, criado recentemente, e que reúne os que levam adiante a batalha contra a construção de Belo Monte e de outras hidrelétricas no Rio Xingu.

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ANP impedida de licitar blocos de exploração de petróleo na região de Abrolhos

Por Myrian Conôr, em Belém do Pará

Brasil — Decisão da Justiça Federal, impede a Agência Nacional de Petróleo (ANP) de licitar blocos exploratórios de petróleo e gás que estejam em um raio de 50 Km no entorno do Parque Nacional Marinho de Abrolhos e adjacências, no Sul da Bahia.

Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos está sendo ameaçado pela tentativa da ANP de expandir a exploração de gás e óleo em seu entorno”Além da importância do Banco dos Abrolhos para a biodiversidade, estamos falando aqui do maior vetor do aquecimento global: a exploração de petróleo”, afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace Brasil.
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Animais alteram peso para sobreviver ao clima

Por Myrian Conôr, em Belém do Pará

O professor israelense Yoram Yom-Tov, da Universidade de Tel Aviv, descobriu que raposas, pássaros e pequenos mamíferos vêm alterando seus padrões de peso – para cima ou para baixo – para se adaptar às novas condições impostas pelasmudanças climáticas.

Yoram estuda a estrutura corporal de mamíferos e pássaros há décadas e notou mudanças muito mais bruscas nos últimos anos. Para o professor, esse é um sinal claro de que o aquecimento global está, de fato, ocorrendo.

Os animais mais afetados são os que estão mais próximos dos pólos, já que as variações de temperatura nessas regiões têm sido mais radicais. Enquanto os mamíferos têm se tornado maiores e mais pesados, os passados estão ficando menores. E as alterações não se limitam ao peso dos animais, mas a padrões de migração e outros comportamentos, inclusive de plantas e insetos.

Em um estudo recente feito com o professor Eli Geffen, eles descobriram que as raposas da Islândia estão perdendo peso em função das alterações das correntes marítimas, que ocorrem por causa das mudanças climáticas e diminuem a quantidade de comida disponível para as pobrezinhas.

É a luta pela sobrevivência em tempos pós-modernos – triste, bem triste.

Créditos: http://www.wwf.org

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Hora do Planeta Video Oficial

por Rony Ricardo

Parabéns a todos que participaram. Esperamos que esta iniciativa desperte na consiencia de cada um, a importância que devemos dar ao Aquecimento Global.

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Contra o aquecimento global, o mundo se movimenta para protestar contra os efeitos das mudanças climáticas na Terra

Por Myrian Conôr, em Castanhal/Pa

Hoje o mundo se mobilizará para manifestar sua preocupação com o aquecimento global onde em forma de protesto apagar as luzes no horário das 20h30 as 21h30, inclusive as luzes dos principais cartões postais do Brasil e do mundo.  72 cidades brasileiras, entre elas 19 capitais apagarão as luzes em prol da campanha encabeçada pela ONG WWF, empresas e governos também confirmaram ação nesta noite de sábado.

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